No passado dia 29 de novembro, o João Gomes, CEO da Happyfact, deu uma aula ao vivo na Swonkie Academy sobre construção de comunidade para a próxima geração de consumidores, a geração Z.

A geração Z engloba os nascidos entre 1997 e 2012, e apresenta muitas particularidades.

Quem são os consumidores da geração Z?

Sem medo de expressar a sua própria identidade

Os consumidores da geração Z, são defensores da identidade individual e expressão a sua própria identidade, sem medo de julgamentos.

Defendem que cada um deve ser o que quer e que essa individualidade nunca deve ser colocada em causa e, que embora bem definida, pode ser alterada de acordo com os desejos de cada um.

Sentido de comunidade e de comunicação

A geração Z é muito inclusiva e gosta de sentir que fazer parte de comunidades e de comunicar de forma recorrente nas mesmas, desde que essas comunidades acrescentem valor e vão de encontro aos seus valores e à sua identidade individual.

Dialogam muito mais do que as outras gerações

Os consumidores da nova geração querem trabalhar em conjunto, entre si e com as marcas, para melhorar a sua qualidade de vida e lutar contra injustiças sociais.

Sendo muito mais ativos e presentes que os outros consumidores, estes perguntam muito mais, o que obriga as marcas a serem cada vez mais transparentes na sua comunicação e assertivas na defesa das causas às quais se associam.

Da mesma forma, estes consumidores tomam decisões mais ponderadas , têm espírito crítico mais apurado e têm maior nível de educação do que as gerações anteriores.

Privilegiam experiências

Esta nova geração é mais pragmática, privilegiando experiências ao invés do dinheiro. Ou seja, a geração Z não se importa de investir o seu dinheiro em novas experiências, que vão de encontro aos seus valores, em contrariedade a gerações anteriores que tinham como foco juntar dinheiro ao invés de investir em novas experiências.

O que esperam das marcas?

A geração Z, é até agora a geração mais exigente e para a qual as marcas têm de estar preparadas.

Os consumidores Z, esperam as marcas cada vez mais “tomem uma posição” em relação a certos temas. Mas esta tomada de posição, não deve ser em relação a todas as causas.

As marcas devem ter uma posição concreta sobre assuntos que sejam relevantes quer para a marca, quer para o seu público-alvo. E devem ser muito claras na forma como comunicação a sua posição e como é que essa defesa vai de encontro aos valores que defendem.

Onde está a geração Z?

A geração Z está distribuída em diversos canais digitais, como:

  • Youtube
  • Instagram
  • Snapchat
  • Plataformas de streaming
  • Gaming

No entanto, existe um canal que tem crescido bastante junto desta geração – o TikTok:

  • 25% das pessoas da geração Z passam 5 horas por dia no TikTok
  • O TikTok já é utilizado por esta geração como um novo motor de pesquisa;
  • A geração Z consome conteúdo nesta rede social de forma reativa, o conteúdo é entrega de forma espontânea pelo algoritmo.

Como compram e onde compram?

Os consumidores da geração Z, fazem compras conscientes e a opinião da comunidade, principalmente dos elementos mais próximos, como amigos e família, é um fator de decisão muito relevante no processo de compra.

Mais do que comprar produtos ou serviços, estes consumidores procuram novas experiências de consumo e as marcas que forem mais irreverentes na oferta destas novas experiências, estão à frente na conquista desta nova geração.

Estes consumidores dividem as suas compras entre as lojas físicas e o digital, dependendo do que for mais cómodo no momento em que pretendem fazer a compra.

Como construir uma comunidade para a Geração Z?

Segundo João Gomes, existem 7 pontos fundamentais a ter em consideração para construir uma comunidade para a Geração Z:

Dar-lhe voz

O primeiro passo para garantir que a Gen Z se sente conectada com a sua marca é dar-lhe uma voz ativa. Não basta comunicar, é necessário ouvir a audiência e estar próximo dela.

Ao mesmo tempo que dá uma voz à sua audiência também pode dar-lhe status. Ao partilhar as opiniões da sua comunidade dá-lhes um motivo de orgulho que os leva a partilhar os conteúdos com a sua família e amigos.

Build in Public

Seja transparente e partilhe o que está a acontecer com os utilizadores. A sua audiência deve sentir-se envolvida nos processos que dizem respeito à comunidade e à sua empresa. Ao partilhar o que está a acontecer nos bastidores, os seus utilizadores vão sentir-se parte do seu produto ou serviço e, consequentemente, criar uma ligação emocional muito mais forte.

Apoie os embaixadores e as suas causas

Garanta que as causas que defende estão alinhadas com as causas do seu público-alvo. Desta forma, irá estar mais alinhado com as expectativas dos utilizadores e tornar mais fácil que estes se identifiquem com a sua marca.

Promova uma ligação mais próxima com a marca

Uma ligação próxima entre consumidor e marca irá ajudá-lo a crescer o seu negócio.

Mostre como podem participar ativamente

Este processo não pode ser feito apenas através das redes sociais ou de email marketing. É fundamental que transmita à comunidade como pode participar ativamente. Promova proativamente os momentos de interação.

Crie a sua comunidade através de ferramentas como o Telegram e o Slack, uma vez que estas ferramentas transmitem uma sensação de exclusividade.

Escolha a plataforma certa

Tenha em consideração as características e limitações da sua audiência. Por exemplo, se o seu público não é muito experiente no digital utilize o Whatsapp. Se pelo contrário, o seu público participa muito em comunidades de jogos online, crie uma comunidade no Discord. Procure escolher uma plataforma que se adeque aos utilizadores.

Promova o seu crescimento orgânico

Transmita à sua comunidade que esta é uma comunidade para ser partilhada. Torne o processo de entrada na comunidade fácil e incentive à partilha da comunidade.

Gostava de saber o que outras dicas o João Gomes apresentou e alguns exemplos de comunidades que cumprem estes fatores na prática? Assista à aula completa na nossa Swonkie Academy de forma totalmente gratuita.